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Como a Delta resolve urgências médicas


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A parceria de 20 anos da companhia aérea com o serviço de consulta médica STAT-MD é fundamental para a segurança e a saúde dos seus passageiros
Quando mais de 192 milhões de clientes são transportados por ano pela Delta, eventos médicos podem ocorrer durante o voo assim como acontecem em terra firme. Em 2018, a companhia aérea relatou cerca de 11.900 ocorrências, ou um atendimento a cada 460 voos[1]. Os problemas mais comuns são desmaios, tontura ou vertigem (33%), náusea ou vômito (15%) e sintomas respiratórios (10%) ou cardiovasculares (7%)[2].
É por isso que a Delta investe em treinamento de primeiros socorros e RCP (Reanimação Cardiopulmonar) para os seus comissários de bordo, além de investir em equipamentos médicos a bordo e serviços de consultoria especializada para quando ocorrerem esses eventos.

“Nossos comissários de voo passam por um processo de capacitação muito extenso quando são contratados, onde aprendem a fazer RCP, usar um desfibrilador e todos os equipamentos médicos a bordo, entre vários outros procedimentos”, disse Barbara Martin, Gerente Geral de Saúde Ocupacional. “Eles também recebem reciclagens recorrentes todos os anos, incluindo para respostas emergenciais.”
Todas as aeronaves da Delta estão equipadas com desfibrilador externo automático (DEA), kit médico de emergência aprimorado, kit de primeiros socorros, oxigênio, bolsa de acessórios médicos, kit de precauções básicas – usado para proteção e descarte de fluidos corporais – e um fone de ouvido de comunicação médica. O equipamento de emergência a bordo da companhia aérea vai além dos requisitos mínimos estabelecidos pela Federal Aviation Administration (órgão que regulamenta a aviação civil dos Estados Unidos).
Além do treinamento intensivo aos comissários de bordo, dos equipamentos e da assistência de profissionais médicos voluntários a bordo, a companhia conta com a ajuda de doutores em terra por meio de um serviço de consulta chamado STAT-MD, que fornece suporte durante esses eventos a bordo. Este serviço tem o apoio dos recursos do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh (UPMC).


Como o STAT-MD oferece suporte médico em terra firme?
Em um centro de controle no 13º andar do Centro de Comunicações do Hospital Presbiteriano da UMPC, médicos treinados estão prontos para fornecer consultas por meio de computadores e equipamentos de comunicação no caso de urgências durante voos da Delta e de outras grandes companhias aéreas comerciais dos Estados Unidos e de outros países. A equipe também oferece exames pré-voo para clientes se houver alguma preocupação antes do embarque. A Delta mantém essa parceria com o STAT-MD há quase 20 anos.
As recomendações médicas vêm de um grupo central de médicos selecionados que já concluíram residência médica e possuem certificados em Medicina de Emergência. Na verdade, eles trabalham lá, em média, há oito anos e a maioria ainda atua no departamento de emergência quando não está fornecendo suporte em terra às companhias aéreas.
“O STAT-MD é fundamental para o nosso objetivo de garantir o melhor resultado médico aos nossos clientes”, disse Martin.
Qual é o procedimento adotado quando ocorre um evento médico durante um voo?
1. Primeiro, um comissário de bordo informa o capitão;
2. O capitão estabelece comunicação por rádio com o despachante operacional de voo no Centro de Operações e do Cliente da companhia aérea;
3. O despachante entra em contato com o coordenador médico do STAT-MD, que coleta as informações como o número do voo, o destino, a origem e a hora prevista de chegada;
4. O coordenador médico coloca o médico na linha para fornecer a consulta;
5. O comissário de bordo recebe e transmite as informações para o médico do STAT-MD por meio do capitão ou usando fones de ouvido na cabine.
“O importante para nós é a informação”, disse o Dr. TJ Doyle, Diretor Médico do STAT-MD. “A Delta usa um formulário de assistência médica para coletar informações importantes sobre o passageiro como sintomas, sinais vitais e histórico médico relevante. Quando o médico é conectado, a informação é transmitida para nós e normalmente conseguimos fazer uma recomendação bem rápida e embasada.”
Para fornecer o melhor resultado clínico, o STAT-MD se familiarizou com os recursos e equipamentos médicos a bordo da Delta e eles também têm um kit médico emergencial da empresa à mão para instruir os voluntários médicos sobre como encontrar os medicamentos e equipamentos adequados no kit.
O que acontece em situações mais graves?
“Nós usamos quatro critérios para determinar a diferença entre um evento médico e uma emergência médica”, disse Martin. “Por exemplo, ‘Está sendo feito o RCP? O DEA forneceu um choque? O bebê está nascendo? É possível controlar o sangramento ou o volume de sangramento é significativo?’”
No caso de uma emergência médica, a companhia aérea pode considerar a ideia de desviar da rota ou solicitar um pouso prioritário ao controle de tráfego aéreo. A decisão de desviar é tomada pelo capitão e pelo despachante e com orientação do STAT-MD. Para tomar essa decisão, vários fatores são levados em conta, incluindo os sinais vitais do passageiro e a proximidade do destino do voo. “A empresa usa o conhecimento do STAT-MD para ajudar a reduzir desvios desnecessários”, disse Martin.
“Se recomendarmos um desvio, também sugerimos as melhores instalações médicas da região”, disse Doyle. “Mantemos um banco de dados global de todos os aeroportos, dois hospitais mais próximos de cada aeroporto e suas capacidades.” O STAT-MD atualiza esta lista todos os anos ligando para os hospitais e outras instalações médicas.
Dependendo da circunstância e da condição do cliente, a companhia aérea pode achar mais adequado continuar o voo e solicitar paramédicos na chegada em sua cidade de destino.
“Com os medicamentos disponíveis a bordo, o DEA e alguém administrando RCP, você está praticamente fazendo o equivalente ao que uma ambulância faz”, disse Doyle.
A segurança é prioridade máxima da Delta; assim, a companhia aérea continua recorrendo aos profissionais dedicados do STAT-MD para promover a saúde do cliente em todos os seus voos.

[1] Com base nos relatórios de segurança interna da Delta do período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018, considerando os eventos médicos durante o voo relatados ao departamento de Saúde, Segurança e Proteção da Delta.
[2] "In-Flight Medical Emergencies: A Review" by C. Martin-Gill, T. J. Doyle, and D. M. Yealy, 2018, JAMA. 2018;320(24):2580-2590. doi:10.1001/jama.2018.19842

Fonte: Site da Delta.com